segunda-feira, 26 de maio de 2008



Por mais que a gente vá

Fiquemos aqui nesse lugar

Deixando o tempo passar

Para não ter que voltar


Meu grande consolo e conforto

Depois das noites de festa

É saber que estava ao meu lado na estrada

de volta pra casa


Fomos embora do cantinho onde você nasceu

E por você ser minha

Esse cantinho também passa a ser meu


Fico o dia todo assim

Depois de um feriado todo bom lá

Que bom saber que você está aqui














Um Estado de Espírito




Quando a gente sai da BR-040 e pega a MG-410 que leva a Patos, realmente nos sentimos em Minas. Sim , porquê a 040 interliga três capitais, é um movimento, onde a paisagem é corroborada, pelo trânsito intenso de caminhões, postos de gasolina e perímetros urbanos movimentados. É nas MGs onde vemos com mais facilidade as grandes fazendas, com grandes plantações que vão até o horizonte infinito que Minas tem. Exuberanrte ver os pivôs, grandes círculos verdes bonitos que parecem tapetes. O Planalto Central fica pra trás e dá lugar as grandes colinas: um sobe e desce que é responsável pelas tantas ladeiras, característico das cidades mineiras. Quanto mais a gente entra em Minas, mais amigável é a paisagem, parece que é nossa, onde a gente pode tocar e sentir a natureza mais de perto. A serras, os morros e as colinas parecem criar cantos, nos dois sentidos, tanto o canto físico que dá aquele conforto na gente ou seja, o cantinho nosso mesmo e o canto melódico, musical e poético.

domingo, 18 de maio de 2008

Lá No Alto Da Flor Do Cerrado


Lá de cima a gente vai ver a cidade toda. Lá de cima a gente vai ver todos os lugares que passamos, que nos divertimos, que choramos e que rimos. A geografia da cidade perdida no meio da imensisão do Planalto Central e encontrada no céu. Lá do alto veremos que todos os lugares permanecem lá, mas os espaços não. Serão outros, serão de quem? Alguns continuam nossos, outros não. Esses espaços que não são mais nossos, são de outros agora contando outras estórias. Os espaços que ainda são nossos estão acontecendo e os espaços que foram nossos existem na memória de cada um. E já que não podemos viver os espaços que tinhamos, podemos ver os lugares que pertenciam a eles. Lá de cima. Lá no alto da Flor do Cerrado.